Cenário de Investimentos Pós-Pandemia
- Frattini Consultores
- 16 de set. de 2020
- 2 min de leitura
Durante a crise do Covid-19, um dos termos que mais pautou o debate foi a incerteza. Além de todo desconhecimento em relação à doença em si e como combatê-la, até hoje não está claro como isso vai afetar a vida das pessoas no futuro. No ambiente de negócios, o que vemos é uma busca das empresas por projetar cenários possíveis, a fim de preparar uma estratégia de atuação que permita, em primeiro lugar, garantir a continuidade do negócio e, posteriormente, preparar a retomada.
Estima-se que pelo menos US$ 7 trilhões tenham sido injetados nas economias mundiais, seja via políticas monetárias dos bancos centrais, ou através de pacotes de estímulos econômicos. Enquanto a incerteza ainda é alta, esse capital fica em boa parte represado, se distribuindo pouco pela economia. Eventualmente, as projeções ficarão mais claras, os investidores sentirão maior segurança e esses recursos transitarão.
A movimentação dos mercados financeiros precede o que acontece na chamada “economia real”, então vemos reações mais bruscas nas bolsas de valores, com os investidores procurando se antecipar aos efeitos da pandemia nos negócios. Da mesma forma que a queda na bolsa surge antes da desaceleração dos negócios na prática, o mesmo ocorre com a retomada, com boa parte dos índices globais já tendo voltado a patamares próximos aos do início da crise.
Falando do caso brasileiro, estamos lidando pela primeira vez com uma taxa Selic de 2% ao ano. O país, que antes era o paraíso do investidor em renda fixa, agora entrega rendimentos que mal cobrem a perda de valor oriunda da inflação. Essa movimentação já tem causado mudanças no mercado de ações brasileiro. No fechamento de junho desse ano, de acordo com dados da B3, o número de investidores pessoa física já passava de 2,6 milhões, cifras mais de quatro vezes maiores que a quantidade existente ao final de 2017.

Vítor H.- Consultor da Frattini consultores




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