Sucessão Empresarial
- Frattini Consultores
- 14 de jun. de 2022
- 2 min de leitura

"O sonho dos MEUS pais, não é o meu sonho".
"Meus PAIS não sabem administrar tendo uma visão moderna, atualizada e de acordo com mercado”.
“Eles não têm coragem para expandir, e não sabem investir"
Frases normais no cotidiano do processo sucessório.
Empresas são criadas a partir de um sonho ou de uma necessidade. Antes dos anos 2000 era comum a necessidade ser o fator principal. Nos dias atuais a existência de diferentes recursos, sejam humanos, financeiros ou técnicos, auxiliam esse processo de implementação.
No início da jornada quem toca a empresa é o próprio empreendedor juntamente com os familiares, os quais são admitidos muitas vezes pela “confiança” que a contratação familiar gera. Estes familiares auxiliam para acelerar o crescimento e diminuir os encargos.
Passada a fase inicial, com a empresa já sólida, começam as necessidades da tomada de decisões. E uma frase que costumamos falar na empresa é que o empresário é um ser solitário, pois, muitas vezes é muito bem sucedido e apresenta certa dificuldade de abordar sobre o tema com a família, amigos e outros empresários, uma vez que estes acabam não vivendo o dia a dia, ou até mesmo possuem uma visão distorcida do negócio.
Em uma linguagem bem direta, quando o idealizador não possui sucessão natural na família, o ideal sempre é recorrer a um novo modelo de negócios.
Com o seu desenvolvimento e expansão é possível até mesmo a atração de um sócio interno, com um bom executivo que conheça a cultura da empresa bem como suas limitações. Outra alternativa é também a venda parcial ou total da empresa conforme desejo do idealizador, sempre que o mesmo possuir cotas para tal decisão.
Alguns dos fatores que auxiliam na decisão, são aqueles que o sócio também pode medir, sendo eles:
Eliminar e ou diminuir os gastos gerais de processos (honorários, tributos e taxas);
Evitar a indisponibilidade dos seus bens, por fatores diversos;
Organizar a transferência do patrimônio da família aos herdeiros, acompanhado do advogado competente e conhecedor do tema;
Levar em conta a vontade fundador ou sócio majoritário;
Impedir a destruição, diluição ou perda do seu patrimônio.
Outro aspecto relevante, é entender que os processos não são “rápidos”. Um bom plano pode levar em média de 1 a 5 anos, conforme as necessidades de cada negócio, como governança e a gestão que a empresa e os sócios almejam. Porém quando feito em vida, e de forma planejada o custo dessa transição reduz significativamente.
Planeje bem sua sucessão e seja feliz pelo que realizou, e como vai transmitir para familiares ou terceiros.
Frattini Nedimar - Consultor na Frattini Consultores




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