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O Colapso Anunciado

Autor

O autor colombiano Gabriel García Márquez, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, é conhecido por sua obra Crônica de uma Morte Anunciada. No enredo, um jovem chamado Santiago Nasar é assassinado pelos irmãos de Angela Vicario sob a acusação de tê-la desonrado – uma mentira fabricada por ela. Apesar de o desenlace trágico ser evidente, os avisos ignorados e a omissão de Angela acabam resultando na morte de Santiago.



Essa narrativa vai muito além de uma ficção; ela ecoa surpreendentemente no mundo corporativo, onde tragédias empresariais – grandes ou pequenas – também são frequentemente anunciadas de forma clara, mas ignoradas por decisões equivocadas, falta de comunicação ou omissão dos responsáveis. Assim como na obra de García Márquez, muitas empresas enfrentam "crônicas de fracassos anunciados".



As tragédias geralmente possuem indícios claros antes de se concretizarem.

Assim como na obra, muitas dificuldades no mundo dos negócios são precedidas por sinais claros, mas ignoradas por líderes, gestores ou equipes. A seguir, veja alguns elementos dessa narrativa se conectam com situações do cotidiano do empresário:


Os Sinais Ignorados: na versão literária, toda a população da aldeia sabia dos planos dos irmãos Vicario. Entretanto, ninguém agiu de maneira eficaz para impedir a tragédia. Nos negócios, os sinais de problemas iminentes muitas vezes também estão evidentes: diminuição nas vendas, insatisfação dos clientes, problemas internos de comunicação ou conflitos na gestão, mudanças no mercado ou no comportamento do consumidor etc.


O Papel da Liderança: Angela Vicario tinha o poder de evitar a tragédia ao desmentir sua acusação, mas optou por se omitir. Essa atitude é comum em empresas onde líderes ou gestores falham em assumir responsabilidades: Não tomam decisões difíceis no momento certo. Deixam problemas estruturais se espalharem até que seja tarde demais. Escolhem o silêncio para evitar confrontos, mesmo sabendo que a inação pode levar ao colapso.


A Passividade Coletiva: assim como na aldeia de Santiago Nasar, onde ninguém tomou a frente para deter os irmãos Vicario, dentro de equipes corporativas muitas vezes reina a passividade. Colaboradores notam ineficiências, reclamações de clientes, ou mesmo problemas éticos, mas adotam a postura de "não é minha responsabilidade". Essa falta de proatividade enfraquece o ambiente organizacional e abre o caminho para fracassos evitáveis.


A Tragédia Anunciada: ao final do livro, todos "sabiam que algo iria dar errado" e, ainda assim, a tragédia aconteceu. Da mesma forma, empresas que ignoram avisos claros acabam sofrendo desastres que poderiam ser evitados, como: Fusões fracassadas, perda de mercado devido à inércia frente à inovação tecnológica, quebra financeira provocada por ausência de planejamento estratégico etc.


Tudo isso advém de problemas que já estavam visíveis. Apesar disso, muitas empresas falham em interpretar ou agir preventivamente diante desses alertas.

E quais mensagens dessa correlação "literária-corporativa" os empresários e as organizações podem absorver, depurar e incorporar ao seu modelo de gestão? Bom, dentre as várias sugestões possíveis, listo quatro que tenho como inegociáveis:


Escute os sinais, por menores que sejam: os "avisos" do mercado – seja através de mudanças na concorrência, reclamações de clientes ou tendências emergentes – devem ser tratados como alertas importantes. É melhor corrigir rotas cedo do que lidar com uma crise mais adiante.


Assuma a responsabilidade da liderança: como líderes, é essencial não se omitir, mesmo diante de questões difíceis. O exemplo de Angela Vicario ilustra o perigo de não agir no momento certo.


Empodere equipes para agir: crie uma cultura onde colaboradores se sintam responsáveis e encorajados a levantar a mão diante de problemas. A passividade de um time pode significar o fracasso de toda uma organização.


Priorize a clareza e a comunicação: assim como havia várias oportunidades para prevenir a morte de Santiago Nasar, empresas têm muitos momentos para corrigir problemas antes que eles escalem. A chave está na comunicação transparente e alinhada entre todos os níveis.


Empresas, assim como as pessoas de uma história, têm o poder de mudar o curso de seus próprios desfechos. E a diferença entre sucesso e fracasso está na consciência, na coragem e na ação.


Resta saber: vão agir ou esperar que a tragédia anunciada se consuma?



Lucas Peluffo - Consultor da Frattini Consultores.

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