Desafios das empresas familiares no processo de sucessão
- Frattini Consultores
- 30 de nov. de 2024
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Segundo o índice Global de Empresas Familiares de 2021, US$7,28 trilhões em receita foram gerados pelas 500 maiores empresas familiares do mundo. Estas companhias são responsáveis por aproximadamente 24 milhões de empregos.
No Brasil, segundo o IBGE, 90% das empresas têm perfil familiar. Estas companhias representam mais de 75% da mão de obra do País e são responsáveis por 65% do PIB. Levantamentos do Banco Mundial apontam que somente 30% das empresas familiares alcançam à 3ºgeração e apenas metade destas empresas sobrevivem.
A transição em um plano de sucessão empresarial é um ponto de atenção para continuidade do negócio. Entre as empresas familiares há o grande desafio de preservar a harmonia entre os sócios, bem como, o processo sucessório. De acordo com o estudo da PwC de 2021, 16% das empresas pesquisadas relatam nunca ter tido discordância entre os sócios. Já os confrontos regulares foram declarados por 13% das companhias.
Reside nos empreendedores a preocupação com a perpetuidade de suas empresas. A atenção em preservar sua companhia, próspera e lucrativa. Entretanto as empresas familiares tendem a negligenciar as boas práticas na gestão do negócio, emergindo-se em conflitos alheios ao negócio. Assim, desfocando à atenção do planejamento, crucial à perpetuidade de suas companhias. A desordem familiar tende a submergir o ambiente de trabalho salutar, lesando as afinidades profissionais, desafiando as decisões estratégicas.
Dentre muitos desafios evidenciam-se:

Apego e a centralização excessiva do empreendedor;
Miopia em assumir as próprias limitações;
Planejamento sucessório inexistente;
Disputas sobre liderança;
Disputa sobre as decisões estratégicas;
Promoção de membros da família por vínculos familiares;
Decisões emocionais;
Resistência à mudança;
Ambiente pouco profissional.
Guilherme Fehlauer - Consultor da Frattini consultores




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