TI – DESAFIOS DA FALTA DE MÃO DE OBRA
- Frattini Consultores
- 31 de out. de 2022
- 2 min de leitura

Estima-se que até 2025 haverá aproximadamente 800 mil vagas de trabalho demandadas pelo setor de tecnologia. Aproximadamente 66,5% destas vagas
não serão preenchidas. A falta de profissionais da área gera um déficit de 532 mil vagas estimadas, segundo dados da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais – BRASSCOM. Esta escassez da mão de obra qualificada de TI é um problema que transpõe as fronteiras nacionais, um padrão que se repete no cenário global.
O processo de transformação digital das companhias, que já era de natureza desafiadora, foi acelerado pelo período de pandemia. Estas empresas incrementaram suas infraestruturas, sistemas e processos. Neste artifício de transformação, ficou evidenciado a fragilidade destas empresas à mão de obra qualificada de tecnologia, ou a falta dela. Profissionais de cibersegurança, nunca foram tão demandados. Assim como profissionais de Back-end, Front-end, Full Stack, UX, Design Think, dentre muitos outros.
No Brasil são formados anualmente em torno de 53 mil pessoas, frente a uma oferta média projetada para os próximos anos de 159 mil vagas. A abundância de vagas, somada à possibilidade do trabalho remoto, permite que o profissional possa escolher para qual companhia, vaga e, ainda, país poderá trabalhar. Não há fronteiras para o laboro e as receitas podem vir de diferentes divisas. Parte desta mão de obra já trabalha para outros países, ganhado em Dólar, Euro, Libra etc., fazendo que as companhias nacionais se tornem pouco competitivas na contratação destes profissionais. Os altos salários e o difícil processo de retenção, adicionados aos investimentos na transformação digital, tendem a enfraquecer os lucros das empresas.
Buscando driblar esta dificuldade, algumas lançam esforços em sua política de cultura, antecedida por processos e políticas qualificadas de recrutamento, seleção e, principalmente, retenção de talentos. Algumas ferramentas que costumam ser efetivas na tarefa de reter a equipe:
• Plano de carreira: ter um planejamento estruturado de evolução do colaborador dentro da instituição, fazendo com que a equipe possua um norte de atuação e um caminho de crescimento claro;
• Divisões de participação de resultado: empresas de tecnologia podem galgar ganhos financeiros expressivos. A participação nos resultados da instituição faz com que o interesse do colaborador esteja alinhado e exista uma alternativa de ganhos altos para a equipe sem implicar em crescimento dos custos fixos;
• Ganho de “equity”: permitir que a equipe tenha participação acionária da companhia é uma das ferramentas mais empregadas em startups que abrem sociedade para colaboradores que tenham a ambição de empreender ao lado dos donos, fazendo com que a equipe também possa ser recompensada em caso de sucesso.
Com o número crescente de vagas obsoletas e mudanças no perfil do profissional necessário para as novas atividades, as companhias estão revendo seu planejamento estratégico. Há a transformação nos seus programas de treinamento e desenvolvimento de pessoas. Estas vagas estão sendo preenchidas com cursos de capacitação promovidos pelas empresas para a formação interna de seus colaboradores. Contratar o profissional pronto é muito custoso e aquelas empresas que conseguirem instruir sua equipe e entregar as ferramentas técnicas dentro de casa, estarão um passo à frente.
É preciso capacitar e reter. Quem não estiver pronto para fazer isso, terá que se contentar com os custos altos e a escassez de profissionais.
Guilherme Fehlauer - Consultor na Frattini Consultores




Comentários